Quase sem ar, Kadna se virou e percebeu que não estava só, na verdade não se sentia sozinha naquele instante e pensou sinceramente que precisava orar mais a Deus, pois não entendia a sua solidão e o sentimento de tristeza que consumia seu momento até ali.Ao olhar ao redor ela o viu!Sentado numa árvore próximo a cerca, estava um jovem.Vestia um sobretudo preto sobre um camisa e calça jeans, estava ainda com um tênis. E sobre a cabeça um chapéu tipo explorador, com uma pequena pena presa na lateral dele. Ela não conseguia ver os seus cabelos, apenas alguns fios ruivos que escapavam do chapéu.Não estava muito distante, pode distinguir um físico bem trabalhado. E uma nobreza e altivez em suas feições.Com certeza ele não era dali. Conhecia todos os rapazes da região. E o jovem não era nada parecido com eles. Notou que ele parecia estar lendo algo e que de vez em quando pegava e pena do chapéu, molhava num pouco de tinta e fazia alguma anotação, depois limpava a pena e a recolocava no mesmo lugar. Parecia muito concentrado.Ela continuo olhando para ele, parecia embevecida por aquela presença. De repente como quem acorda de um transe, voltou à realidade e notou que o jovem estava olhando diretamente para ela.Notou a profundidade daquele olhar, que embora fosse gentil, carregava ao mesmo tempo um mistério e parecia poder ler-lhe a alma e os pensamentos.Sentiu um estalo de pensamento e a lembrança do sonho (será mesmo que havia sido um sonho?) ou visão que tivera no dia anterior.Era o mesmo rosto, as mesmas feições e uma coisa que não poderiam deixar de notar-se, olhos de uma cor pouco comum; cinza, embora lembre algo como prata.Não pode deixar de suspirar, nunca virá alguém tão belo.Sentiu-se nua ao perceber que estava sendo observada, embora seu pijama fosse até bem comportado, sentia-se despida. Mas estranhamente o que mais a incomodou não foi o fato de seu traje, mas sim de que ela tinha a sensação de que aquele jovem sabia o que ela estava pensando.Sentindo vergonha desviou o olhar, demorou alguns segundos enquanto recompunha os pensamentos.Sentiu algo como um arrepio e de repente o rapaz não estava mais lá.E kadna chorou quando se viu de novo naquele local sozinha, e buscou a Deus (o que durante anos e mais anos ela fazia), mas não obteve a resposta, ou pelo menos ela assim achou, pois não acreditava na sua situação de vida.Durante anos ela sentia-se só, apesar de sempre ter pessoas ao seu redor, parecia que não conseguia se encaixar. Tinha a sensação de que tinha algo a fazer e que não pertencia aquele local.E quando enfim algo parecia dar um rumo a sua vida, ela se via só novamente...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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Gostei do blog!!! Muito criativo! Parabéns Lelo!
ResponderExcluirFiquei curiosa pra saber o resto da história.
ResponderExcluirParabéns! Tudo de bom!